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«QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF?»

  Ou QUEM TEM MEDO DA REALIDADE?   O conhecimento da realidade é subjectivo, relativo; a ignorância é absoluta, unicitária. *** O problema endêmico do desenvolvimento endógeno de Portugal é o baixo nível médio da escolaridade. Mesmo tomando em consideração o esforço praticado nas políticas de educação por todos os Governos democráticos, há ainda muito que fazer para que consigamos parar de «trabalhar para a estatística» e deixarmos andar por aí muito gato universitário disfarçado de lebre. Apesar de tudo, continuamos a desperdiçar conhecimento devido ao paradoxo de mandarmos para casa Técnicos Superiores da Administração Pública, Forças Armadas e de Segurança bem como Professores de todos os graus só porque fazem 70 anos de idade -passando, a partir daí, a levar os netos à escola, a cozer meias rotas e a ir ao supermercado. O paradoxo residi na necessidade de dar oportunidade a jovens licenciados com novos saberes mas desperdiçando, no topo das careiras a s...

ALMEIRIM - 1580

  Uma vez confirmada a pseudo-viuvez das amas do Cardeal-Rei, reuniram em Almeirim as Côrtes ainda convocadas pela defunta Majestade.   Ali acorreram os representantes da Nobreza e do Clero que votaram a favor de Filipe II de Espanha para novo Rei de Portugal; os representantes do Povo reuniram em Santarém e votaram contra a união ibérica. Ficou célebre a frase de Filipe II de Espanha sobre o Reino de Portugal: «Lo heredé, lo compré y lo pagué!» - evidente confissão de corrupção activa. A outra face da mesma moeda foi a ainda mais vergonhosa corrupção passiva dos titulares (não confundir com nobres) e clericais sedentos de prebendas desprendidas de lealdades terrenas; e quanto ao Povo ... que se encomendasse aos Poderes Divinos. * * *   SINES – 2026 O Governo Português concedeu-se (a si próprio) o prazo de um ano para autorizar (ou não) a espanholização da única refinaria existente em Portugal. A ideia arrasta consigo a rede de postos de abastecimento em tod...

FILOSOFIA DA EQUITAÇAO

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ECONOMIA PARALELA

O texto seguinte foi escrito e publicado no "A bem da Nação" em 2016 quando o IVA ainda era a 21%. Contudo, a essência da questão mantem-se actual. ***   “ Os Governos são os grandes fomentadores da economia paralela”, eis o que alguns propalam por aí.   Pela minha parte, tenho a quantificação da economia paralela como um caso de Polícia. E daí a culpabilizar este Governo ou qualquer outro, vai uma galáxia de distância. Já quanto aos fiscalistas...   Nada sabendo acerca da componente criminosa e fazendo apenas uma grosseira definição das parcelas não dolosas, encontro-me numa situação que presumo comum à generalidade das pessoas que não se dedicam ao crime nem à investigação criminal. Não me dedico, pois, à sua quantificação.   Dentre as actividades que saíram da economia oficial por motivos não ligados ao crime enquadro as «maquizardes», ou seja, as que tiveram que passar à clandestinidade por não conseguirem suportar as obrigações legais quer no que respeita ao enq...

ASSIM FALOU SCHILLER

  D. FRANCISCO DE MASCARENHAS (n. 8 de Fevereiro de 1927 – f. 8 de Março de 2026) * * * D., abreviatura de Dom, a redução de Dominus em latim para Senhor em português, reconhecimento do estatuto de Nobreza. Ser nobre é questão de estatuto; ter nobreza é questão de condição. O estatuto herda-se; a condição conquista-se. O nobre é o que consta dos Registos oficiais e históricos. Quanto à nobreza ela divide-se em do espírito e a das atitudes: ·       *  A nobreza de espírito é a que consiste na busca do significado das coisas, dos lugares e dos factos, ou seja, resulta da busca, do significado, do espaço e do tempo; ·        * A nobreza de atitudes varia conforme os ambientes da vida mas na maior generalidade, considera sentir-se igual entre os grandes e ser protetor dos menores; na lide leal de cara aberta louvar o que aocite responde com bravura e àquele que ao afago responde com brandura, ajudar a erguer o adversário caído e p...

SOMOS POUCOS

    A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres...