DA GUERRA E DA PAZ

 


 

Concebido no rescaldo da II Guerra Mundial, o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU com os seus antidemocráticos direitos de veto não faz hoje qualquer sentido pois coloca em papel determinante alguns Países que não cumprem os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948).

É mais do que chegado o tempo de corrigirmos tamanha aberração. Daqui, sugiro a Guterres que, em

final de mandato e quando já os poderosos não perderão tempo demitindo-o, lhe sugiro que diga ao mundo que o Rei vai nu.

* * *

Foi também por épocas neo-renascentistas (1951) que se fundou a CECA-Comunidade Europeia do Carvão e do Aço a qual se desenvolveu em 1957 para a CEE e, dela, para a UE em 1993, toda ela uma longa época de candura europeia. Candura idealista que viveu quase 80 anos de paz se fecharmos os olhos à ocupação russa da Crimeia em 2014 e apenas os abrirmos em 24 de Fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia.

Nesses 4 anos que vão de guerra colhe pensar que as deliberações tomadas em tempo de paz podem não ser úteis em tempos de guerra. É o caso da existência agora de europeus amigos do inimigo da Europa e em que o antigo protector Tio Sam se transformou em nosso algoz.

O que em tempo de paz se decidia por unanimidade deve agora passar a ser decidido por maioria absoluta e o que antigamente se decidia por maioria assim deve continuar.

Se a UE se mantem rígida pode quebrar; tem que se tornar elástica se não quiser desaparecer sob a pata de autocratas.

24 de Fevereiro de 2026

Henrique Salles da Fonseca

 

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