ALMEIRIM - 1580
Uma vez confirmada a pseudo-viuvez das amas do
Cardeal-Rei, reuniram em Almeirim as Côrtes ainda convocadas pela defunta
Majestade. Ali acorreram os
representantes da Nobreza e do Clero que votaram a favor de Filipe II de
Espanha para novo Rei de Portugal; os representantes do Povo reuniram em
Santarém e votaram contra a união ibérica.
Ficou célebre a frase de Filipe II de Espanha
sobre o Reino de Portugal: «Lo heredé, lo compré y lo pagué!» - evidente
confissão de corrupção activa. A outra face da mesma moeda foi a ainda mais
vergonhosa corrupção passiva dos titulares (não confundir com nobres) e
clericais sedentos de prebendas desprendidas de lealdades terrenas; e quanto ao
Povo ... que se encomendasse aos Poderes Divinos.
* * *
SINES – 2026
O Governo Português
concedeu-se (a si próprio) o prazo de um ano para autorizar (ou não) a
espanholização da única refinaria existente em Portugal.
A ideia arrasta consigo a
rede de postos de abastecimento em todo o território nacional. Os espanhóis
passam/passariam a deter 80% do poder de decisão (em Madrid) na refinaria e nos
postos de abastecimento; a troco, os portugueses passam/passariam a representar
20% de uma refinaria espanhola bem como da correspondente rede de postos de
abastecimento naquele País.
Daqui resulta/resultaria
que as Forças Armadas e de Segurança portuguesas passam/passariam a ser
abastecidas por quem eventualmente entre em conflito com os interesses da
Soberania Nacional Portuguesa. Acontecerá certamente que a parte espanhola
pressionará um «imprescindível» reforço do Capital que a parte portuguesa não
conseguirá acompanhar por ter ficado sem os habituais fluxos de tesouraria do
cenário anterior. E, deste modo, os interesses portugueses desaparecem da linha
estratégica da nova entidade.
Os eufenistas chamam a
esta operação de «parceria estratégica», mas ela consubstanciará uma absorção.
* * *
LISBOA – 2026 E MAIS ALÉM
…
Admitindo o direito de
veto do Governo Português sobre a operação acima descrita, restam duas
hipóteses:
·
1ª-O Governo Português veta a operação - será oportuno que o
Estado Português reforce a sua posição no Capital da petrolífera nacional a fim
de dificultar/impedir novas estratégias de algum estrangeirado;
·
2ª-O Governo Português autoriza a operação – para impedir
prejuízos maiores da Soberania Nacional há que criar uma alternativa à
petrolífera actual, o que facilmente se enquadra nos 3,5% do PIB destinado a
Defesa.
* * *
Os 5% do PIB destinados à
Defesa são, como é sabido, divisíveis em 3,5% diretamente relacionados com a
defesa e 1,5% de utilização dual militar e civil. Sobre ambos tratarei em texto
separado.
Abril de 2026
Henrique Salles da Fonseca
Muito bem visto! A solução, a meu ver, é a de vetar!
ResponderEliminarJá é um bocado tarde p uniões ibéricas. Se sempre correram mal pq é q esta haveria de correr bem !!??
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