Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do … humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado … da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie; … da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes; … da liberdade de pensamento e respectiva expressão; …do pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias; … da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade como conceitos unicitário chumbem nas urna...
A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres...
O conceito de bem-comum tem tudo a ver com harmonia social, com solidariedade e com o Estado de Direito. Com respeito pelas minorias, o bem-comum assenta na vontade da maioria. O bem-comum é antónimo de luta de classes, de privilégios classistas e de revolução. Dá para crer que os movimentos disruptivos nascem e medram a partir da desconfiança sob a profusão de compadrios, mas também podem resultar da inveja. Contudo, seja qual for a causa e seja qual for a consequência, tudo isso é contrário ao bem-comum. O Ocidente tem que ser transparente e, portanto, defensor do seu homónimo, o bem-comum. Mas… … se o secretismo referendário é o garante da transparência eleitoral, já na gestão corrente da «coisa» pública a transparência é garantida pela difusão da informação assim impedindo ilegitimidades e compadrio. No cenário actual, o Ocidente é a Europa e pouco mais. O Ocidente, sede do bem-comum democrático, já é só quase a Europa. A ver se asseguramos pelas pontas…e nó...
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